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30.4.03 se ainda me quiseres UrgênciaCom a mesma fome dos miseráveis que reviram colinas de lixo e entulho em busca dos restos Com a mesma sede dos beduínos que perscrutam desertos em busca de um oásis O mesmo desespero dos doentes que agonizam uma dor insuportável Com o brilho infantil que se reflete nos olhos de quem recebe um presente inesperado Com o mesmo suor e cansaço dos operários que trabalham debaixo do sol, musculos retesados pela força exercida Com a pressa dos atrasados, que correm contra o tempo na ânsia de chegar à tempo, no tempo que já passou Com esta urgência que me consome e impele.Que me frustra e me impulsiona, num crescer constante e absurdo. Assim, dessa maneira. Assim... o meu amor por você. Bia soprou estas palavras ao vento às 2:17 PM Qual é o verbo mais importante?O verbo que fez tudo surgir é o verbo conjugado de lábio em lábio, o verbo sacrossanto cantado em uníssono nos cantos gregorianos, o verbo entoado como um mantra ou salmodiado, o verbo profanado dependendo do substantivo que o acompanhe. O verbo a amaldiçoar nos lábios do traído, o verbo a abençoar do agraciado, o verbo perdoar nos lábios do arrependido; o verbo a ecoar, o verbo a ressoar e reverberar em cavernas, catedrais, montanhas e prédios vazios. Este é o verbo que não existe no silêncio, falar; e também o verbo que existe no silêncio, calar. O verbo gravar magneticamente, o verbo memorizar mentalmente o verbo se eternizar por escrito, o verbo registrar multimídia. Mas qual é o verbo mais importante?
O verbo da primeira conjugação quando se nasce, o verbo respirar; o da segunda conjugação, reter; o de terceira conjugação, expirar. O verbo da inspiração e da expiração, da vida. O verbo fazer acompanhado do advérbio de modo, praticado pela pessoa do sujeito é verbo que falha no modo imperfeito ou que acerta no modo perfeito ou ainda prima pela excelência no mais - que - perfeito do indicativo de que, na humanidade, se quer ou pelo menos tenta fazer o melhor. O verbo finito proferido por lábios mortais é o verbo infinito no infinitivo: Nascer, viver, respirar, chorar, ouvir , cheirar, olhar, , sentir, pegar, mamar, defecar, urinar, comer, rir, crescer, aprender, engatinhar, manipular, andar, balbuciar, brincar, falar, estudar, correr, saltar, xingar, elogiar, comunicar, questionar, conversar, discutir, conviver, beijar, agredir, errar, acertar, quebrar, desculpar, consertar, fugir, ir, voltar, amar, odiar, temer, inventar, construir, destruir, desejar, cobiçar, conquistar, namorar, reatar, copular, trair, perdoar, engravidar, morrer...recomeçar. O verbo flexionado em número, pessoa, modo, tempo e voz, pode no entanto ser um verbo inflexível como odiar ou discriminar. Um verbo requer outro como o macho requer a fêmea: saciar necessita de comer, saber necessita de aprender, poder necessita de querer, fazer de acontecer, escrever de ler, errar de arrepender, amar de corresponder. Um verbo pode ser regular, irregular e também pode desregular; um verbo pode ser anômalo e por isso discriminado, pode ser defectivo por falta de tempo para se dedicar aos outros; pode ser o principal por ser importante ou auxiliar aos outros por ser caridoso. Pode ser pessoal quando egoísta, impessoal quando público. Um verbo tem tempo para tudo fazer: pode estar presente quando perto, pretérito quando já se foi ou futuro quando vier. O tempo pode ser simples...na solidão ou composto por um casal. Mas infelizmente o verbo mais importante é o menos conjugado hoje em dia, o verbo conjugal, conjugado pelos cônjuges : amar. O verbo que salva o mundo no gerúndio, amando e salva um mundo no particípio amado. Indicativo e imperativo infinitivo de que sem o substantivo amor a humanidade se dissolveria. Gregory Grimaud Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 2:34 AM 29.4.03 OCEANO INTERIOR Com a recente indicação do Aos 4 ventos ao Blog of Notes, acreditamos que se faz necessária uma apresentação, principalmente tendo-se em conta o grande número de pessoas que visitam o blog pela primeira vez. O Aos 4 ventos nasceu de uma idéia do Luiz Tarciso de literalmente espalhar suas idéias e pensamentos aos quatro ventos. Ele então convidou alguns de seus amigos a participarem com ele na nova empreitada, dentre eles, o talentoso Adaílton Persegonha, do blog Leite de Pato. Com os afazeres de cada um, e a impossibilidade de atualizar o blog, os participantes acabaram se dispersando, e a idéia de espalhar os pensamentos ao vento também.Algum tempo depois, o Tarciso decide retomar o projeto e me convida para participar , tratando de soprar algumas palavras no vento incerto e inconstante dos blogs.Daí foram chegando os outros, que convidados, aceitaram prontamente, e abraçaram a idéia do blog. O Aos quatro ventos é um blog coletivo, e que acima de tudo respeita a individualidade dos seus participantes. Os participantes que contribuem espalhando suas palavras ao vento são nove ao todo, mas este número está sujeito à mudanças de acordo com a temperatura e os ventos que sopram vindos de todas as direções. Para conhecer e saber um pouco mais de cada participante, basta clicar nos links que se encontram na coluna ao lado, em Os que sopram as palavras. No mais, esperamos que gostem, e que gostando, voltem. Não há razão de ser nas palavras que se espalham aos ventos sem no caminho colidirem-se com outras idéias, propagando-se no eco de todos os pensamentos. Sejam muito mais que bem vindos!! Bia soprou estas palavras ao vento às 10:27 PM Quem foi que disse
que pra sentir da boca o gosto há que se manter os lábios entreabertos? Quem foi que disse que pra sentir da pele o calor há que se despir de roupas e pudores? E disse que para amar tem que se fazer uma escritura de posse e localização? E saber nome, sobrenome, e profissão? Quem foi que disse? Quem...? Bia soprou estas palavras ao vento às 2:27 AM 27.4.03 O amor renasceO amor renasce das cinzas de uma separação dolorosa, tal fênix; renasce de um perdão concedido por uma traição cometida; renasce num raro instante de paz e armistício entre uma árabe e um israelense, no oriente médio; no perdão da dívida, e não nas moratórias intermináveis, o amor renasce; no alto de um prédio instantes antes de um suicídio ser cometido, assim ele realmente renasce; na acolhida que a mãe dá ao filho pródigo que a casa torna, e quando a ovelha negra da família é readmitida no lar; por todo o lugar, na mesma medida que morre o amor renasce como o sol que raia e se põe diariamente; o amor renasce tal e qual sementes que só germinam após um incêndio na floresta e geram as maiores árvores de lindas flores e frutos doces que alimentam o espírito; renasce como uma planta amarelada esquecida num canto escuro e seco de sua casa que se revigora quando exposta à luz acolhedora do sol e ao carinho da água regada sobre as suas folhas; o amor brota por toda a parte, como ervas daninhas que insistem em crescer em nosso coração, como trepadeiras em nossa alma; o amor renasce da relação proibida entre o padre e a devota fiel; da união anti-ética entre o psicólogo e a paciente, ele renasce dogmático; o amor renasce sem razão aparente, entre parentes; da união incestuosa entre irmãos, o amor renasce escondido; dos abusos sexuais que alguns pais infligem às filhas, o amor violento renasce; o amor renasce sui generis entrementes e habeas corpus; entre ortos, homos e heteros, renasce sem rótulos, estereótipos, barreiras tabus ou limites; o amor renasce insistente junto com os mortos-vivos e zumbis do filme no cinema, na garota agarrando medrosa o ombro do namorado; o amor renasce quando Julieta ressuscita e toda a história muda; renasce apaixonado quando Cristo traz Lázaro dos mortos e quando o próprio Cristo ressuscita : o amor renasce no terceiro dia; o amor renasce numa carona dada depois da aula, num flerte dentro de um ônibus e até num atropelamento: o amor renasce no trânsito quando veículos e vidas colidem; o amor renasce quando o sexo não mais existe, na terceira idade em retratos desbotados em asilos esquecidos pelo tempo; no pregão da bolsa de Tóquio, entre dois operadores exauridos, o amor renasce indexado; quando o executivo dita uma carta para a secretária insinuante de pernas cruzadas e quando a doméstica deixa a porta do quarto entreaberta para o patrão, ele renasce com a força do pecado; o amor renasce em São Paulo num escritório, no Rio de Janeiro na praia, numa churrascaria no Rio Grande do Sul , na esplanada dos ministérios, em meio à corrupção; amor renasce em todos os lugares e fusos horários; quando finda a esperança, a última que morre, o amor é o primeiro que renasce; o amor morre nas mãos do carrasco chamado orgulho e renasce curado pela donzela sinceridade, e cresce mais forte quando cortado como cabelos e unhas, sempre a crescer; o amor renasce como escravidão do corpo e como grilhões nas almas notívagas e afoitas pelo doce cárcere de algemas que prendem as mãos, celas que retém os corpos unidos e delimitam as ações e traições; como cola nos lábios, entrelaçar de línguas, razões injustificáveis e desiderato de se ver e falar diariamente ao telefone; renasce de cartas perfumadas escritas entre lágrimas e pulsar implorando perdão; de flores e bombons, ursinhos de pelúcia e filhotes de cães ornados com laços róseos de paixão e escovas de dente juntas; o amor surge e ressurge diariamente como os índices da bolsa de valores, como hóstias nas bocas dos católicos, como palavras escritas em vão por escritores frustrados, como um olhar de fúria de um assassino, como o delírio de um bêbado num boteco de esquina, a ilusão de um louco, ou batom nos lábios de uma prostituta; ressurge do bolinar tímido entre um homem e uma menina e vice- versa; ressurge dos pólos opostos, da corrente alternada , da água a jorrar por turbinas gerando a corrente elétrica que faz o mundo girar e a tudo ilumina, apagando-se subitamente só para, em seguida, reacender iluminando os corações da humanidade. Gregory Grimaud Baseado em ¿o amor acaba¿ de Paulo Mendes Campos. Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 10:15 PM 26.4.03 Mentes brilhantes...ou sei lá o que.
Normalmente uso as minhas próprias palavras
25.4.03 vazante Brechas no BrechóUm dia eu comprei uma elegante capa de chuva, de gabardina num velho brechó. Bem talvez não fosse tão elegante assim - porque era de um verde-musgo que lembrava o verde-oliva dos uniformes militares - e não tão à prova de chuva, porque estava sem o forro e os seus bolsos davam em lugar nenhum.Para eu andar nas ruas úmidas da paulicéia era perfeito; e, afinal, eu não tinha nada mesmo a por naqueles bolsos, mas certamente ainda teria que andar muito na garoa. Enquanto caminhava em meio às araras atulhadas de roupas de outrora, que os vendedores se arriscam a denominar de seminovas, mas deveriam ser denominadas ou qualificadas como semivelhas, eu pensava nos seus antigos proprietários. Talvez seja verdade que o hábito faz o monge, mas talvez seja mais verdadeiro que o usuário modela a roupa conforme os seus hábitos ou não seria tão fácil para mim naquele momento imaginar os seus antigos donos. Certamente podemos classificar as pessoas que vendem as roupas aos brechós em duas categorias: os falidos e os falecidos. Sendo que nem os primeiros nem os segundos retêm consigo o dinheiro amealhado com a venda do seu vestuário. Da mesma maneira, creio eu, podemos classificar em duas categorias as pessoas que compram roupas em brechós: os duros e os desqualificados Os duros são aqueles que não têm dinheiro para comprar aquele tipo de roupa em outro lugar e os desclassificados não têm classe para comprar roupas em outro lugar. Eu era dos dois tipos, creio. Ali eu vi um cardigã que poderia ter pertencido a um diplomata ou nobre falido ou falecido; um terno, de um executivo demitido, falido ou falecido. Certamente o vestido de noiva deveria ter pertencido , muito mais provavelmente a uma senhora falecida do que a uma desquitada. Isto porque não acredito que uma mulher se desfaça de um vestido de casamento a não ser que esteja morta ou tenha se separado e se casado novamente e, portanto, tendo dois vestidos, se desfeito do primeiro.Ah, claro, pode ser que tenha falido e vendido o vestido fadado a amarelar num baú empoeirado esquecido num sótão. Uma calça de curvim vermelho poderia ter pertencido a uma prostituta mas faltava a ela um certo surrado que a vida nas esquinas da noite certamente teria vincado em seu tecido; então provavelmente teria pertencido a algum artista dos palcos, cantora de banda porque sei por experiência própria, com uma ex-namorada, que cantoras de bandas descartam alguns dos figurinos anteriores com a mesma facilidade que o fazem com os namorados. Pensando bem não só os falecidos e falidos vendam as suas roupas a brechós; talvez os duros e desclassificados também vendam e não apenas comprem roupas usadas.Então a cantora de rock desconhecida, seria uma dura.Certeza, porque a minha ex vivia me pedindo dinheiro e, assim, claro, não demos muito certo... e é por esta razão que a minha capa não precisava ter bolsos. Por isso, por ser dura, ela teria vendido aquela calça vermelha de curvim. E faria o mesmo com a calça de lycra, de tactel, de vinil, de tensel e eventualmente com a de couro.Mas se a calça de couro fosse da cor preta, masculina e bem surrada teria pertencido a um motoqueiro barbudo, um nômade das estradas; este sim falido e falecido nas terríveis estradas brasileiras. Pode parecer absurdo mas as roupas têm sexo e isto é bem fácil de detectar visualmente, avaliando o modelo e as cores. Uma calça de couro vermelha, tamanho 36 seria feminina e uma calça de couro preta surrada tamanho 46 seria masculina. Mas salvo engano, se a calça vermelha 36 fosse masculina, certamente seria gay e se a calça preta 46 fosse feminina seria sapata. Não seria então, neste caso, difícil imaginar um motoqueiro magricela gay usando aquela calça vermelha ou uma cantora de rock sapata usando a calça de couro preta e surrada. O estado de conservação das roupas fala muito a respeito da sua vida, ou melhor, do seu usuário pregresso: se for surrada,conotará uma vida ativa, conturbada, talvez até perigosa. Mas é bem fácil diferenciar um jaleco de milico surrado por um punk da periferia de um jaleco usado por um reco durante vários treinamentos e noites insones de vigilância no quartel. Também são diferentes os rasgos feitos com gilete por uma menina rebelde, grunge da calça de uma estudante que foi atropelada.E certas manchas, como as de sangue, podem insistir em continuar ali, mesmo depois de um tingimento. Isto tudo efetivamente eu li nas roupas daquele brechó, mais ou menos como uma cigana quiromante lê nas linhas da mão de um consulente. Mas ainda não teci conjecturas a respeito da minha capa de chuva. Pelo modelo, cor e tamanho, pertencera a um homem da minha altura, coroa, elegante. O quão coroa é que são elas. Num país tropical, numa cidade fria e chuvosa, certamente a sua utilidade era para um pedestre. Um motorista brasileiro jamais usaria uma capa de chuva , porque é quente e facilmente substituída por um guarda-chuva. Assim ela pertenceu a uma pessoa, um pedestre costumeiro que tinha dinheiro o suficiente para comprar uma roupa cara mas que não dirigia, por causa da idade ou de incapacidade. Em qualquer um dos casos o que o levaria a tirar o forro da sua capa? Nada! E ele, este usuário... seria um falido ou um falecido? Esqueça o falido; este senhor de meia-idade , quem sabe um setentão é um aposentado, ou quem sabe um pensionista que não pode dirigir. Sem problemas de dinheiro e com necessidade de um forro para protegê-lo da garoa fina e fria da metrópole enevoada. Aquela capa teria pertencido a esta pessoa que teria morrido esfaqueada e o sangue empapado de tal maneira o forro que a única alternativa para se vender a peça fôra retirar o forro. Levei a capa mesmo assim e usei-a por um bom tempo até descartá-la quando comprei uma capa melhor, mas esta é outra história, porque a capa era nova. Talvez essa nova capa vá a um brechó um dia mas onde estará hoje aquela velha capa verde-musgo? Esta é a primeira vez que os meus ventos sopram nesta praia. Ventos bons que me trazem e espalham as minhas palavras como Areias aos 4 Ventos.Obrigados a todos e especialmente a Bia por abrir as portas da casa para que os meus ventos soprem... Gregory Grimaud Gregory Grimaud soprou estas palavras ao vento às 1:39 AM Registrando aqui as boas vindas ao Grimaud, novo colega que estará ao nosso lado, ajudando a espalhar nossas palavras ao vento. Seja muito bem vindo, e que bons ventos o tragam!! Bia soprou estas palavras ao vento às 1:35 AM 24.4.03 Em homenagem ao colega Francisco Maximiano da Silva (post abaixo), que ainda continua não conseguindo acessar o blog, segue a letra de AUTODESTRUIÇÃO, do cd "STRESS, DEPRESSÃO & SÍNDROME DO PÂNICO", da excelente banda AUTORAMAS.
23.4.03 Sócio-Biologia por Pensamentos Gene-Meca-Humanóides.
20.4.03 Os Anjos Caídos
15.4.03 Palavras ao Vento
11.4.03 MEIO TERMO
Não me lembro exatamente ao ano, talvez 1.994. Tratava-se de mais uma daquelas noites de domingo em que eu ia até a igreja para, com a comunidade, celebrar a vida.
9.4.03 dos meus dias 8.4.03 Um dia desses, estive em um show de um excelente cantor do pop rock nacional, um desses cantores que, por conta das incompreensíveis leis do mundo artístico, apenas pode e consegue expor as suas verdadeiras obras a um número reduzido de admiradores que, como eu, não compreendem porque uma pessoa com tamanho talento, detentora de grandiosa inspiração e agraciada pelo divino dom de escrever e cantar, é reconhecida apenas por um pequeno número de pessoas que, muitas vezes, são capazes de compreender o quão maravilhosas são suas palavras e músicas.
ausência 6.4.03 Lembrei do filme Um Estranho Chamado Elvis e fui procurar a música Suspicious Minds porque no filme o estranho que se chama Elvis treme na hora de cantá-la pois todos estavam duvidando da sua história. Isso me veio porque o Caetano Veloso cantou na entrega do Oscar e só se falou do seu nervosismo. Que bom que o Caetano tremeu. Que bom que a gente treme de vez em quando. É muito legal sentir isso. Que bom que tremi na primeira aula deste e de outros anos. Naquela cerimônia cheia de cerimônias só quem não tremeu foi quem tinha um texto pronto e ensaiado que não dava espaço para o menor improviso. Detesto cerimônias ensaiadas e o simples fato de tremer já quebra o gêlo e torna a vida mais humana. Tem certas coisas que nos deixam leves quando fazemos. Escrever, por exemplo, me alivia muito e não fico nervoso escrevendo mas na hora de mostrar para alguém o que escrevi, claro que dá um frio na barriga. Cantar é transcender para quem canta e não deve existir momento mais sereno para quem canta, mas até o Elvis tremia antes do show. E ainda tem o primeiro encontro, o primeiro beijo e ...
![]() "Pois ouvi dizer que os que sabem viver, quando viajam por terra, não encontram rinocerontes nem tigres; quando vão para a batalha, não são atacados por armas e braços. Neles o rinoceronte não encontra lugar para enfiar o chifre nem o tigre para crivar suas garras; neles não há lugar onde as armas possam mergulhar suas lâminas." Lao Tsé ![]() Antonio Esperança soprou estas palavras ao vento às 5:42 PM 5.4.03 Agradeço o convite da Bia e uno-me a vocês apesar de já ter avisado a ela que fatalmente serei uma "postista" bissexta... :) Beijos a todos!
4.4.03 O que é aprendizagem? Uma jornada e um processo, nunca um fim ou uma conclusão. O que é um instrutor? Um guia, nunca um sentinela ou um ditador. O que é uma descoberta? Um processo constante de questionar as respostas e não de responder às perguntas. Qual é a meta? Mente aberta de modo a que você possa ser e nunca saídas fechadas de modo a que você tenha que fazer. O que é um teste? Ser e tornar-se; não apenas lembrar e revisar. O que ensinamos? Indivíduos e não lições, estilos, sistemas, métodos ou técnicas. O que é uma escola? O que quer que façamos dela. Onde é a escola? Em toda parte; não em uma sala de quatro cantos, mas onde quer que estejamos. Bruce Lee --------------------------------------------------- Enviado por Francisco M. Silva que misteriosamente ainda não está conseguindo postar por aqui por problemas técnicos. Bia soprou estas palavras ao vento às 2:49 PM Deixo aqui minhas boas vindas à Rangel, que aceitou o desafio de soltar suas palavras ao vento, juntando-se a todos nós, que acreditamos que palavras ao vento, nem sempre são apenas "palavras ao vento"...
Olá pessoal!
3.4.03 Nostalgia
2.4.03 Olhas mas não me vês
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